O CORPO 


Porque em teu pénis pulsam os papiros
E de seda no sono és um vitelo,
Porque os anéis de plenilúnio adquire-os
A luz de que se ocupa o teu cabelo.


Porque ergues a cabeça e caem lírios.
Porque abres a camisa a és muito belo.
Porque um gato de febre em teus delírios
Divaga meus quadris de terciopelo.


Porque eu saio da concha do vestido
E num palor de sol submetido
Declinas no meu fim inominável.

Porque nevo se estás no solstício.
És a paixão votada ao sacrifício
Que deva a uma estrela insaciável.


In Sonetos Românticos
Natália Correia
DO AMOR QUE ACORDA O ESPíRITO QUE DORME
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