Coimbra, 8 de Maio de 1953

 

Porque não vens agora, que te quero,
E adias esta urgência?
Prometes-me o futuro, e eu desespero.
O futuro é o disfarce da impotência…

Hoje, aqui, já, neste momento,
Ou nunca mais.
A sombra do alento é o desalento…
O desejo é o limite dos mortais.


In Diário IV
Miguel Torga
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