Era mouco, mouco, mouco.
Sabia sem perceber
Muito pouco, pouco, pouco
Do pouco que há que saber.

E por isso, isso, isso
Sabia isso de cor,
Porque é nisso, nisso, nisso
Que está o saber sem dor.

E assim indo, indo, indo,
Chegou a ministro ao fim,
Porque é lindo, lindo, lindo
O ter um saber assim.

  Pim!

 

2 - 6 - 1934

In Poesia 1931-1935 e não datada , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2006
Fernando Pessoa
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