«Com dia teço a noite,
Com noite escrevo o dia...
Ó Universo, eu sou-te!»
(Sombra de luz na bruma fria,
Que é este archote?
Que mão o tem e o guia?)

«Não me chamo o meu nome...
Sou de ti, mundo-não,
Ser mente em ti eu sou-me!»
(De quem esta voz-clarão?
D’O que tem por cognome
O ser da imensidão)

8 - 2 - 1913

In Poesia 1902-1917 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005
Fernando Pessoa
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