Não tragas flores, que eu sofro...
Rosas, lírios, a vida...
Ténue e insensível sopro
O céu que se não duvida!

Não tragas flores, nem digas...
Sempre há-de haver cessar...
Deixa tudo acabar...
Cresceram só ortigas.


18-5-1922 (a.m.)

In Poesia 1918-1930 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005
Fernando Pessoa
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