Dá dois pulos de contente,
Dá dois pulos a pular,
Dá dois pulos
Dá dois pulos
Dá dois pulos pelo ar

Pim, pim, pim, pim, pim, pim
Pim, pim, pim, pim, pim, pá
Quando a gente não se avista
Quando a gente não se avista
A gente não se avista
É a única coisa que há.

Mas pula, pula
Pula enquanto cá não estou
Antes tu pules,
Pules, pules, pules, pules,
Que sejas quem já pulou.

Pim, pim, pim, pim,
Pim, pim, pim, pá
Pula lá que quando eu vir
Também eu pularei cá.

Pula que pá
Pula que pim,
Dá dois pulos de contente,
Dá dois pulos com a gente
Que para isso é que eu vim.

 


In Poesia 1931-1935 e não datada , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2006
Fernando Pessoa
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