Por que será que não há ninguém no mundo 
Só encontrei distância e mar 
Sempre sem corpo os nomes ao soar 
E todos a contarem o futuro 
Como se fosse o único presente 
Olhos criavam outras as imagens 
Quebrando em dois o amor insuficiente 
Eu nunca pedi nada porque era 
Completa a minha esperança 


In No Tempo Dividido
Sophia de Mello Breyner Andresen
« Voltar