Por ti o véu do templo foi rompido
E o santo dos santos desnudado...
O mistério deixou teu ser corroído
Com trágica mudez, eloquente;
Ou, com o horror vivendo ali,
Teu espírito morto está fundido?

Qualquer que seja tua visão do que temos,
Como for, não podes ser alheio
Às sombras temidas que busquemos,
E em teu peito juntos definharam
O prazer que só nos torna tristes
E a dor que faz com que esperemos.


1907

In Poesia , Assírio & Alvim , edição e tradução de Luisa Freire, 1999
Alexander Search
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