Vêm campainhas vizinhas Tocando entre nós sozinhas, Na tintinabulação Que todos são... Pequenos sinos, meninos De haver além grandes sinos, Prenúncio de não haver Sinos sem ser... Na tintinabulação Que todos que somos são, Tocam campainhas finas, Mais e meninas... E isto, que é delírio, toca Sinos em que a alma evoca Seu menino ser de então Em tintinabulação.
2 - 10 - 1933

In Poesia 1931-1935 e não datada , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2006
Fernando Pessoa
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