No halo que há em torno à hora,
Halo cálido agora
Que o verão pesa e estua,
Uma sombra se insinua.

Sombrio halo ligado
À sensação do passado,
Pálido halo afinal,
Névoa de vida real.

Adoeço de vida,
O halo é um elo é perdida
Parte de mim que me dói
Porque não é e já foi.

31 - 7 - 1915

In Poesia 1902-1917 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005
Fernando Pessoa
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