Temer, que se execute uma sentença,
A todo humano ser notificada,
Acção é natural, mas bem fundada
Na conta de uma ofensa, e outra ofensa.

Imaginar que é qualquer doença
Precursora da morte decretada,
Que muito, se talvez dissimulada
Vem sem aviso, e sempre sem licença!

Condene meus temores quem se atreve
A viver sem temor no breve encanto
Da vida, que conhece por tão breve:

E tema eu, Senhor, com justo espanto;
Porque, se só não teme quem não deve,
Bem é que tema eu, pois devo tanto.

 

Soror Violante do Céu
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