Bóia à tona da água morta’ da minha recordação
No silêncio do meu coração
O cadáver do meu passado.
E eleva-se  sobre o ar escuro
O espectro do meu futuro
Mas para mim tanto passado como futuro
Tanto futuro como passado
São qualquer cousa de igualmente acabado.


 espaço deixado em branco pelo autor

2 - 7 - 1910

In Poesia 1902-1917 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005
Fernando Pessoa
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