Que nome tens? Habitas realmente
Uma terra que os homens desconhecem?
Que dor em tua fronte está presente?
Que penas em teu peito o ninho tecem?

Das coisas que aos homens melhor vão,
Beleza alguma à alma te condiz;
E p’lo mundo levas tua inquietação
Fechada em sorriso que o olhar desdiz.

No teu imaginar ‘stranhas loucuras,
Pensar maior, que nada pode ligar,
Que coisa, entre coisas, tu procuras?

Que pensamento buscas sem achar?
Teu espírito tem asas, p’ra que alturas?
Que alta visão lhe dói até cegar?

1906

In Poesia , Assírio & Alvim , edição e tradução de Luisa Freire, 1999
Alexander Search
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