DDEPOIS DE LER O SEU DRAMA ESTÁTICO
«O MARINHEIRO» EM «ORPHEU I»

       Depois de doze minutos  
       Do seu drama O Marinheiro,  
       Em que os mais ágeis e astutos  
       Se sentem com sono e brutos,  
       E de sentido nem cheiro,  
       Diz uma das veladoras  
       Com langorosa magia  
      
De eterno e belo há apenas o sonho. Por que estamos nós falando ainda?  
    

     Ora isso mesmo é que eu ia  
     Perguntar a essas senhoras...  
 

1915

In Poesia , Assírio & Alvim, ed. Teresa Rita Lopes, 2002
Álvaro de Campos
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