Se o sol é hoje, tormenta outro dia.
      Um nunca saber
Quando é tristeza, quando é alegria,
      Se dor ou prazer...
O relógio bate. O hoje foi-se embora.
Homem orgulhoso, pensa nisso agora!

Da felicidade se passa à aflição,
      Do rir ao chorar;
E a ousadia da satisfação
      O medo a vai matar.
O relógio bate. Uma hora que passa.
Pensa, pensa bem, como tudo se gasta!


1906

In Poesia , Assírio & Alvim , edição e tradução de Luisa Freire, 1999
Alexander Search
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