Tudo é tudo ou quase tudo 
e nada é a mesma coisa. 
Na realidade são tudo coisas indiferentes. 
(Imagens... Imagens... Imagens...) 

É este o caminho da Inocência? Exis-
te tudo e a aparência de tudo(Imagens...) 
Totalmente tolerante é 
a matéria metafórica da infância. 

Tenho que tornar a fazer tudo, 
a emoção é um fruto fútil, a pura luz 
pensando dos dois lados da Literatura. 
Aqui estão as palavras, metei o focinho nelas! 


In POESIA REUNIDA , Assírio & Alvim, 2001
Manuel António Pina
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