Perguntei a um autómato 
Tu o que és afinal? 
Mas ele, máquina sendo, 
Não me deu qualquer sinal. 

Perguntei depois a outro: 
O que és? Fui informado 
Que um ser grande e poderoso 
A quem nada é recusado. 

O mecanismo caiu 
Da mente que o regulava 
E nada mais se lhe ouviu. 
Cómico achando, eu chorava. 


In Poesia , Assírio & Alvim , edição e tradução de Luisa Freire, 1999
Alexander Search
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