Num país sem nome 
Vive quem me espera. 
Sabe a primavera 
Na dor que me tome. 

Num país sem sítio 
Salvo eu querê-lo ter 
Vive quem me quer. 
Meu tédio permite-o. 

Num país sem meio 
De a gente lá ir... 
Ó noite a florir, 
Toma-me ao teu seio! 

14 - 6 - 1916

In Poesia 1902-1917 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005
Fernando Pessoa
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